Depressão: Informações e Orientações

A depressão é um transtorno de humor que afeta a maneira como a pessoa se sente, pensa e lida com as atividades diárias.

O QUE É DEPRESSÃO?

A depressão é um transtorno de humor que afeta a maneira como a pessoa se sente, pensa e lida com as atividades diárias. Não se trata apenas de tristeza passageira, mas de um estado persistente de desesperança e desânimo. É uma condição médica séria que requer tratamento adequado e apoio contínuo.

QUEM PODE SER ACOMETIDO PELA DEPRESSÃO?

A depressão pode afetar qualquer pessoa, independentemente de idade, gênero, etnia ou condição socioeconômica. No entanto, alguns fatores aumentam o risco de desenvolver a doença, incluindo:

  • Histórico Familiar: Pessoas com parentes de primeiro grau com depressão têm maior probabilidade de desenvolvê-la;
  • Eventos Estressantes ou Traumáticos: Como perda de um ente querido, divórcio, problemas financeiros ou desemprego;
  • Problemas de Saúde: Doenças crônicas, como diabetes, câncer ou distúrbios hormonais;
  • Uso de Substâncias: Álcool e drogas podem desencadear ou agravar a depressão;
  • Desequilíbrios Químicos no Cérebro: Níveis alterados de neurotransmissores, como serotonina e dopamina, estão associados à depressão.

Estima-se que cerca de 5% da população mundial sofra de depressão, sendo mais comum em mulheres do que em homens.

TIPOS COMUNS DE DEPRESSÃO

Existem diferentes tipos de depressão, cada um com características específicas:

1. Transtorno Depressivo Maior (TDM):

  • Episódios de depressão intensa que duram pelo menos duas semanas;
  • Afeta o humor, o pensamento, o sono, o apetite e a energia.

2. Distimia (Transtorno Depressivo Persistente):

  • Depressão crônica e de baixa intensidade que persiste por dois anos ou mais;
  • Os sintomas são menos intensos, mas contínuos, dificultando o bem-estar diário.

3. Transtorno Afetivo Sazonal (TAS):

  • Depressão relacionada às mudanças sazonais, geralmente durante o outono e inverno;
  • Associada à falta de luz solar, afetando o humor e os níveis de energia.

4. Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM):

  • Sintomas graves de depressão, irritabilidade e tensão antes da menstruação;
  • Afeta significativamente a vida pessoal e profissional.

5. Depressão Pós-Parto:

  • Depressão que ocorre após o parto, afetando o vínculo mãe-bebê;
  • Envolve sentimentos intensos de tristeza, ansiedade e exaustão.

6. Transtorno Bipolar:

  • Caracterizado por episódios alternados de depressão e mania(euforia extrema);
  • Requer tratamento específico com estabilizadores de humor.

PRINCIPAIS SINTOMAS DA DEPRESSÃO

Os sintomas da depressão podem variar em intensidade e frequência, afetando o bem-estar emocional, físico e social.

1. Sintomas Emocionais:

  • Tristeza persistente, vazio ou sensação de desesperança;
  • Perda de interesse ou prazer em atividades antes apreciadas;
  • Sentimentos de culpa, inutilidade ou baixa autoestima;
  • Irritabilidade, frustração ou raiva excessiva;
  • Pensamentos recorrentes de morte, suicídio ou automutilação.

2. Sintomas Cognitivos:

  • Dificuldade de concentração, raciocínio lento e problemas de memória;
  • Indecisão e dificuldade em tomar decisões simples;
  • Pensamentos negativos persistentes e pessimistas.

3. Sintomas Físicos:

  • Fadiga intensa e perda de energia;
  • Alterações no sono (insônia ou sono excessivo);
  • Alterações no apetite (perda de apetite ou compulsão alimentar);
  • Dores físicas inexplicáveis, como dores de cabeça e problemas digestivos;
  • Diminuição do desejo sexual.

4. Sintomas Comportamentais:

  • Isolamento social e afastamento de amigos e familiares;
  • Diminuição do desempenho no trabalho ou nos estudos;
  • Uso excessivo de álcool ou drogas como forma de lidar com a dor emocional.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DE DEPRESSÃO?

O diagnóstico de depressão é clínico e baseado em critérios estabelecidos pelo DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais). O processo de avaliação envolve:

1. Avaliação Clínica Completa:

  • Feita por um profissional experiente em saúde mental,
  • Entrevista detalhada sobre sintomas, histórico de saúde mental e eventos estressantes.

2. Questionários e Escalas de Avaliação:

  • PHQ-9 (Patient Health Questionnaire): Para avaliar a gravidade dos sintomas depressivos;
  • BDI (Beck Depression Inventory): Um dos instrumentos mais utilizados para medir a intensidade da depressão;
  • Escala de Hamilton para Depressão (HAM-D): Avalia sintomas emocionais e físicos.

3. Critérios de Duração e Intensidade:

  • Os sintomas devem estar presentes por pelo menos duas semanas e afetar significativamente o funcionamento social, ocupacional ou outras áreas importantes da vida.

Exames Complementares

Embora não existam exames laboratoriais específicos para diagnosticar a depressão, alguns testes complementares podem ser recomendados para descartar outras condições:

  • Exames de Sangue: Para verificar problemas hormonais (como tireoide) ou deficiências nutricionais;
  • Exames Neurológicos: Se houver suspeita de condições como demência ou distúrbios neurológicos;
  • Eletroencefalograma (EEG): Para investigar possíveis condições neurológicas associadas;
  • Avaliação Psiquiátrica Completa: Para identificar comorbidades, como transtornos de ansiedade ou abuso de substâncias.

Tipos de Tratamento para a Depressão

O tratamento da depressão é multidisciplinar e inclui abordagens psicológicas, medicamentosas e mudanças no estilo de vida. O plano terapêutico é personalizado e pode incluir:

1. Psicoterapia:

  • Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Considerada a mais eficaz para a depressão, ajudando a pessoa a identificar e modificar padrões de pensamento negativos;
  • Terapia Interpessoal (TIP): Focada em melhorar relacionamentos e habilidades sociais;
  • Psicoterapia Psicodinâmica: Explora conflitos emocionais inconscientes.

2. Tratamento Medicamentoso:

  • Antidepressivos ISRS: Como fluoxetina, sertralina e escitalopram;
  • Antidepressivos Tricíclicos e Inibidores de Monoamina Oxidase (IMAO): Para casos resistentes a outros tratamentos;
  • Estabilizadores de Humor: Em casos de transtorno bipolar.

3. Terapias Complementares:

  • Estimulação Magnética Transcraniana (EMT): Para depressão resistente a medicamentos;
  • Eletroconvulsoterapia (ECT): Para casos graves com risco de suicídio.

4. Mudanças no Estilo de Vida:

  • Atividade Física Regular: Melhora o humor e a energia;
  • Dieta Balanceada: Promove o bem-estar geral;
  • Técnicas de Relaxamento: Como meditação e mindfulness.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A depressão é uma condição tratável, e o diagnóstico precoce é fundamental para a recuperação. Se você acredita que está enfrentando sintomas de depressão ou conhece alguém que precisa de ajuda, procure um profissional.

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