O QUE É DEMÊNCIA SENIL?
A Demência Senil é um termo popular usado para descrever o declínio cognitivo progressivo associado ao envelhecimento, afetando a memória, o pensamento, a linguagem e o comportamento. Embora o envelhecimento normal cause algumas mudanças na memória e na função cognitiva, a demência senil é um transtorno neurodegenerativo que interfere significativamente na vida diária.
A Demência Senil não é uma doença específica, mas um termo genérico que engloba diferentes tipos de demência, incluindo Alzheimer, Demência Vascular, Demência com Corpos de Lewy e Demência Frontotemporal. A forma mais comum é o Alzheimer, seguido pela Demência Vascular.
CAUSAS E FATORES DE RISCO
A Demência Senil é causada pela morte progressiva de células cerebrais e pela degeneração das funções neurais, resultando em alterações na comunicação entre os neurônios. As causas e fatores de risco variam de acordo com o tipo de demência, mas incluem:
1. Doenças Neurodegenerativas:
• Alzheimer: Acúmulo de placas de beta-amiloide e emaranhados de tau que destroem as células cerebrais.
• Demência com Corpos de Lewy: Depósitos anormais de alfa-sinucleína nos neurônios.
• Demência Frontotemporal: Degeneração dos lobos frontal e temporal, afetando comportamento e linguagem.
2. Distúrbios Vasculares:
• Demência Vascular: Resultante de acidentes vasculares cerebrais (AVCs), microderrames ou doenças dos pequenos vasos.
• Hipertensão arterial, colesterol alto e diabetes aumentam o risco de doenças vasculares no cérebro.
3. Fatores Genéticos e Hereditariedade:
• Histórico familiar de Alzheimer ou outras demências.
• Mutação no gene APOE-e4 está associada ao risco de Alzheimer.
• Genes MAPT, GRN e C9ORF72 estão relacionados à Demência Frontotemporal.
4. Idade e Sexo:
• O risco aumenta significativamente após os 65 anos.
• Mulheres têm maior risco de Alzheimer, enquanto homens são mais afetados por Demência com Corpos de Lewy.
5. Fatores Ambientais e Estilo de Vida:
• Traumas cranianos recorrentes ou lesões cerebrais traumáticas.
• Doenças cardiovasculares, como hipertensão, diabetes e colesterol alto.
• Sedentarismo, alimentação inadequada e obesidade.
• Tabagismo e consumo excessivo de álcool.
• Isolamento social e baixa estimulação cognitiva.
SINTOMAS DA DEMÊNCIA SENIL
Os sintomas variam conforme o tipo de demência e a região do cérebro afetada, mas geralmente incluem:
1. Sintomas Cognitivos:
• Perda de memória, especialmente de eventos recentes.
• Dificuldade de concentração e lentificação do pensamento.
• Desorientação espacial e confusão sobre tempo e lugar.
• Dificuldade na linguagem, como encontrar palavras e formar frases completas.
• Alterações no julgamento e dificuldade em tomar decisões.
• Dificuldade em realizar tarefas cotidianas, como cozinhar, gerenciar finanças e cuidar da higiene pessoal.
2. Sintomas Comportamentais e Emocionais:
• Mudanças de humor, como irritabilidade, depressão e ansiedade.
• Apatia e falta de motivação.
• Perda de empatia e comportamento social inadequado.
• Comportamentos repetitivos e compulsões.
• Agressividade e agitação, especialmente em fases avançadas.
3. Sintomas Psicóticos e Perceptuais:
• Alucinações visuais e delírios paranoides.
• Desconfiança excessiva e acusações infundadas contra familiares ou cuidadores.
4. Sintomas Motores:
• Tremores, rigidez muscular e lentidão nos movimentos (bradicinesia), comuns na Demência com Corpos de Lewy e na Demência de Parkinson.
• Dificuldade de equilíbrio e quedas frequentes.
• Alterações na marcha, como passos curtos e arrastados.
DIAGNÓSTICO DA DEMÊNCIA SENIL
O diagnóstico é feito com base em:
• Histórico Clínico e Familiar: Investigação dos sintomas, histórico médico e familiar de demências.
• Entrevista Clínica: Avaliação dos sintomas cognitivos, comportamentais, emocionais e motores.
• Exames Neurológicos e Cognitivos: Testes de memória, atenção, linguagem, habilidades visuoespaciais e função executiva.
• Questionários e Escalas de Avaliação:
• Mini Exame do Estado Mental (MEEM) e Montreal Cognitive Assessment (MoCA).
• Clinical Dementia Rating (CDR) para avaliar o estágio da demência.
• Exames de Imagem:
• Ressonância Magnética (RM) para avaliar atrofia cerebral e doenças vasculares.
• Tomografia Computadorizada (TC) para descartar outras causas de demência.
• PET Scan (Tomografia por Emissão de Pósitrons) para detectar placas de beta-amiloide.
• Exames Laboratoriais:
• Para descartar deficiências vitamínicas, problemas hormonais e outras condições médicas.
• Análises do líquor (líquido cefalorraquidiano) para verificar níveis de beta-amiloide e tau.
TRATAMENTO DA DEMÊNCIA SENIL
Embora não haja cura para a Demência Senil, o tratamento visa controlar os sintomas, retardar a progressão e melhorar a qualidade de vida. Inclui:
1. Medicamentos Cognitivos:
• Inibidores da Acetilcolinesterase: Donepezila, Rivastigmina e Galantamina para melhorar a cognição.
• Memantina para modular o glutamato e proteger os neurônios.
2. Medicamentos Psiquiátricos:
• Antidepressivos (ISRS), como Sertralina para tratar depressão e ansiedade.
• Antipsicóticos atípicos (como Quetiapina) para alucinações e delírios.
3. Terapias Não Farmacológicas:
• Estimulação Cognitiva com exercícios de memória, raciocínio e habilidades sociais.
• Fisioterapia e Terapia Ocupacional para melhorar a mobilidade e funcionalidade.
• Musicoterapia e arteterapia para promover o bem-estar emocional.
4. Intervenções Psicossociais:
• Educação para cuidadores sobre manejo da demência e suporte emocional.
• Grupos de apoio para pacientes e cuidadores.
CONCLUSÃO
A Demência Senil é uma condição neurodegenerativa progressiva, mas com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível melhorar a qualidade de vida.
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